Terreiro de Umbanda


Terreiro é Embaixada da Aruanda
No tumulto da Humanidade;
É Território da Caridade onde
Só se faz o que Oxalá manda.

Terreiro é porto seguro, abençoado cais
É celeiro de Alimento Espiritual;
Terreiro é canteiro de Obras Astrais
É Templo, Escola, Farmácia e Hospital

Terreiro é fortaleza e abrigo de toda gente
É oficina do Caráter e da Mente;
Terreiro é mansão humilde,
Terreiro é casebre imponente

Terreiro é cristal minúsculo, Que reflete a Imensidão
Terreiro é lâmpada da Fé acesa no Santuário do Coração

Terreiro é teatro e consultório
Onde Doutor de saber notório
Na forma de Preto Velho simplório,
Semeia a Paz e a Mansidão

Terreiro é síntese da Raça Humana;
É Fonte de Luz de onde emana
Alegria, Paz, Amor, Harmonia e Compaixão

Terreiro é chakra que gira como girassol no verão
Girando a Roda da Vida, No sentido da Evolução

Terreiro é portal de comunicação,
É ponto de encontro do Destino
Terreiro é elo de ligação
Entre o Humano e o Divino

Terreiro é Espaço Sagrado
Onde o Tempo desaparece
Ao som de um ponto cantado –
A mais linda Prece

Terreiro, mesmo pequenino, Abraça o mundo inteiro…
Se o planeta é uma Aldeia, Seu Pajé é o Caboclo brasileiro!

Mensagem de ZÉ FIRMINO DO BONFIM. Pelo médium VANDERLEI ALVES. Publicada no Jornal de Umbanda Sagrada em Fevereiro de 2014. 
Fonte: http://www.colegiopenabranca.com.br/jornais/2014/Ano%2014%20Ed%20165%20Fev%202014.pdf

Para o dia do amigo

Ação da Amizade

A amizade é o sentimento que imanta as almas umas às outras, gerando alegria e bem-estar.

A amizade é suave expressão do ser humano que necessita intercambiar as forças da emoção sob os estímulos do entendimento fraternal.

Inspiradora de coragem e de abnegação. a amizade enfloresce as almas, abençoando-as com resistências para as lutas.

Há, no mundo moderno, muita falta de amizade!

O egoísmo afasta as pessoas e as isola.

A amizade as aproxima e irmana.

O medo agride as almas e infelicita.

A amizade apazigua e alegra os indivíduos.

A desconfiança desarmoniza as vidas e a amizade equilibra as mentes, dulcificando os corações.

Na área dos amores de profundidade, a presença da amizade é fundamental.

Ela nasce de uma expressão de simpatia, e firma-se com as raízes do afeto seguro, fincadas nas terras da alma.

Quando outras emoções se estiolam no vaivém dos choques, a amizade perdura, companheira devotada dos homens que se estimam.

Se a amizade fugisse da Terra, a vida espiritual dos seres se esfacelaria.

Ela é meiga e paciente, vigilante e ativa.

Discreta, apaga-se, para que brilhe aquele a quem se afeiçoa.

Sustenta na fraqueza e liberta nos momentos de dor.

A amizade é fácil de ser vitalizada.

Cultivá-la, constitui um dever de todo aquele que pensa e aspira, porquanto, ninguém logra êxito, se avança com aridez na alma ou indiferente ao elevo da sua fluidez.

Quando os impulsos sexuais do amor, nos nubentes, passam, a amizade fica.

Quando a desilusão apaga o fogo dos desejos nos grandes romances, se existe amizade, não se rompem os liames da união.

A amizade de Jesus pelos discípulos e pelas multidões dá-nos, até hoje, a dimensão do que é o amor na sua essência mais pura, demonstrando que ela é o passo inicial para essa conquista superior que é meta de todas as vidas e mandamento maior da Lei Divina.

 Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos de Esperança. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.

"É perdoando que se é perdoado…"

Nesse mês de julho, irradiado por Nanã, podemos refletir quanto à importância do perdão.
Perdoar é um ato de amor a nós mesmos, pois não é quem perdoamos o maior beneficiado e sim aquele que perdoa.
É preciso aprender ainda a nos perdoarmos por nossas falhas, pois muitas vezes a culpa se transforma numa ancora que não nos deixa sair do lugar.
Saber perdoar é saber recomeçar. Saber perdoar é se permitir evoluir!
O texto abaixo nos mostra apenas uma das possibilidades de exercitarmos o perdão.
COMO PRATICAR O PERDÃO
O que fazer quando a vida coloca à nossa frente pessoas que se tornam difíceis para uma convivência harmoniosa?
Quantos encontram essas pessoas dentro de casa! Muitas vezes na figura de um irmão ou irmã, cunhado ou cunhada, sogra ou sogro, até mesmo mãe ou pai, vizinhos, patrão, colega de trabalho, professores, colega de escola e até mesmo entre aqueles que nos são subalternos.
Uma das formas mais inteligente e eficaz para se lidar com esse problema foi comprovada pela prática:
Meu filho começou a trabalhar quando tinha apenas um pouco mais de quatorze anos. Na empresa onde trabalhava, sua chefe o tratava de forma rude.
Não perdia uma única oportunidade de humilhá-lo. Depois de quase um ano de convivência difícil, um dia, eu o surpreendi chorando no seu quarto. Preocupado, perguntei o que estava acontecendo. Foi quando tomei conhecimento do seu problema. Juntos fizemos uma prece e, inspirado, passei-lhe a seguinte orientação:
– Meu filho, todas as noites ao deitar-se, imagine que está vendo essa moça na sua frente. Depois, converse mentalmente com ela, diga-lhe que você a ama muito. Peça para ela perdoar-lhe por algum mal que você possa ter feito a ela em outras vidas. Procure, através do pensamento, abraçá-la carinhosamente. Faça isso todos os dias e você verá que essa moça vai transformar-se na sua melhor amiga dentro da empresa.
Depois de alguns meses desses exercícios, realmente, a moça transformou-se na sua melhor amiga; graças a ela, hoje, depois de quinze anos, ele ocupa um cargo muito importante dentro da empresa.
Nada resiste à força do amor!
Muitas vezes, o bem que precisamos surge a nossa frente com a aparência de um mal. Se meu filho fugisse à convivência difícil, não teria alcançado o bem que hoje desfruta na empresa. A partir dessa experiência bem sucedida, passei a prescrever essa receita para as pessoas que estavam vivenciando situações semelhantes. Certa vez, uma senhora procurou-me demonstrando muita amargura em seu coração. Ouvi o seu desabafo:
– Estou sofrendo muito. Moro no mesmo quintal da minha sogra e o ambiente vai de mal a pior. Ela me olha com mágoa e eu nunca fiz mal a ela. Quando ela passa no corredor e olha para dentro da minha casa, eu tremo de cima em baixo. Nãosei mais o que fazer…
– Calma minha filha, para tudo existe solução. Você tem condições de mudar para uma outra casa?
Ela respondeu-me taxativa:
– Infelizmente não.
– Bem. Se as circunstâncias a impedem de mudar, é sinal de que você ainda precisa conviver com ela por algum tempo. Acredito que essa convivência é importante para que possam, juntas, viverem uma lição necessária ao crescimento espiritual de ambas.
Não se desespere. Vou passar a você uma receita que dificilmente vai falhar:
Todas as noites, ao se deitar, faça uma prece e mentalize a sua sogra como se estivesse na sua frente…
Repeti a mesma receita que havia dado ao meu filho.
Passaram-se alguns meses, essa senhora procurou-me novamente. Emocionada, com lágrimas nos olhos, narrou-me os acontecimentos após os exercícios da mentalização:
– O senhor não imagina! Mudou tudo na minha casa! Não sei o que fazer com a minha sogra! Agora ela não sai do meu lado, quase todos os dias me ajuda a enxugar a louça e, quando faz uma comida diferente, chama-me para almoçar com ela. Antes eu não agüentava a sua presença, agora, sinto alegria por estar ao seu lado. Graças a Deus, estamos vivendo em paz!
Não fuja às provações!
Bem aventurados aqueles que edificam apesar das adversidades!

Lograrão a liberdade e a paz que desejam!

Trecho do livro: “Perdão! O Caminho da Felicidade”, de Nelson Moraes, orientado pelo espírito Aulus.
Para ler esse e outros textos do livro acesse:
http://bvespirita.com/Perd%C3%A3o%20-%20O%20Caminho%20da%20Felicidade%20(psicografia%20Nelson%20Moraes%20-%20esp%C3%ADrito%20Aulus).pdf



Mensagem da Senhora Pombagira Maria Padilha



Quer falar sobre Pombagira?

Comece falando do seu íntimo. Porque Pombagira entra no íntimo das pessoas e revela o que ali está escondido. Mas é para ajudar!
O que fica escondido? Só aquilo que não queremos ver dentro de nós e, por isso mesmo, escondemos dos outros também. São os recalques, as frustrações, as mágoas, até o ódio, muitas vezes. Empurramos todo esse lixo psíquico pra debaixo do tapete, deixando de fora tudo bem arrumado… Só que um belo dia, um ventinho de nada levanta a ponta do tapete e aquilo tudo fica de fora… Chegou a hora da faxina!
Tem gente que põe tanta coisa debaixo do tapete que não consegue mais andar com equilíbrio, fica tropeçando nos montinhos de sujeira. Pra quê isso? De onde vem essa mania de “perfeição”? E é perfeição, ou é hipocrisia?
Porque muitas vezes a criatura esconde bem suas mazelas e sai apontando o dedo para os outros, acusando e discriminando com uma força que dá medo!
Pra se viver é preciso coragem.
Coragem de se olhar e reconhecer quem foi, quem gostaria de ser e quem “está sendo”. Porque nem sempre isso vai bater, podem aparecer “muitos eus” diferentes. Tantos, que a pessoa não encontra mais paz e contentamento em nada e com ninguém. Pudera! Se ela está tão dividida assim, qual dessas partes é a real? Provavelmente, nenhuma…
Quem não se reconhece não está existindo de verdade. É só faz de conta.
Pra se reconhecer é preciso coragem.
Pra se aceitar é preciso coragem.
Pra mudar aquilo que não corresponde ao seu querer verdadeiro é preciso coragem.
E Pombagira traz essa coragem, essa força de viver. Pombagira não tem meias
palavras. Porque aquele que chega à frente de Pombagira, é porque já tentou de tudo e nada conseguiu. Então, Pombagira não pode mentir e falar meias verdades.
Pombagira não é a dona da verdade.
Ninguém é. Mas Pombagira fala a Vontade da Lei Maior, que comanda tudo e todos.
Pombagira é só a mensageira.
Pombagira traz a mensagem para aqueles que se perderam nas encruzilhadas de dentro de si mesmos e, por causa disso, também se perderam nas encruzilhadas da vida. Se você não está perdido em si mesmo, então vai achar o caminho, mesmo diante de todas as encruzilhadas.
Mas quem não sabe direito quem é, o que está fazendo por aqui da sua vida e o que quer para a sua vida, então aí o resultado é juntar lixo.
Lixo emocional, lixo mental, lixo psíquico.
E o que tem nesse lixo? Só lixo…
São as frustrações, as decepções, as tristezas acumuladas, os rancores contra si
mesmo e os outros. Não servem pra nada. A não ser que a pessoa examine a causa daquilo e combata A CAUSA e não a si mesma e nem aos outros. Os outros têm lá suas encruzilhadas internas e muitas vezes nos magoam por estarem perdidos também.
O único jeito de acabar com isso é revirar o próprio lixo. Algumas coisas podem ser recicladas. A tristeza vira choro, depois vira pé no chão, depois vira atitude nova, pra depois trazer vida nova. A frustração vira olho aberto, depois vira tomada de consciência, depois vira responsabilidade pelo engano cometido, depois vira senso de realidade, depois vira estudo, depois vira renovação das capacidades, pra então trazer sucessos. E assim vai.
Pombagira conhece a escuridão que mora nas almas porque já passou por ela.
Pombagira já errou muito e aprendeu com os erros. Pombagira aprendeu também a se perdoar por ter errado, buscou coragem para recomeçar e recomeçou.
E agora Pombagira vem convidar a todos que guardam escuridão em seus corações para uma conversa amiga e franca: vamos remexer esse lixo? Vamos reciclar o que pode ser reciclado? Vamos queimar o que não presta pra nada?
Se você tem coragem de começar, venha! Se ainda não tem, venha de qualquer modo, pois juntos nós vamos encontrar essa coragem. Estímulo não falta em Pombagira!
Então, venha! Vamos rir um pouco dessas bobagens, e vamos trabalhar pra
melhorar. No fundo, no fundo, tudo isso são bobagens. Rindo, a gente vai desfazendo todas elas. Depois, é só fazer por onde ser feliz…
Saravá! Axé e até…
Querendo, a gente se encontra…

Maria Padilha

Pela médium Fátima Gonçalves
Fonte: Jornal de Umbanda Sagrada – Novembro de 2011

AMOR, IMBATÍVEL AMOR

O amor é substância criadora e mantenedora do Universo, constituído por 
essência divina. 
 É um tesouro que, quanto mais se divide, mais se multiplica, e se 
enriquece à medida que se reparte. 
 Mais se agiganta, na razão que mais se doa. Fixa-se com mais poder, 
quanto mais se irradia. 
 Nunca perece, porque não se entibia nem se enfraquece, desde que sua 
força reside no ato mesmo de doar-se, de tornar-se vida. 
 Assim como o ar é indispensável para a existência orgânica, o amor é o 
oxigênio para a alma, sem o qual a mesma se enfraquece e perde o sentido de 
viver 
 É imbatível, porque sempre triunfa sobre todas as vicissitudes e ciladas. 
 Quando aparente — de caráter sensualista, que busca apenas o prazer 
imediato — se debilita e se envenena, ou se entorpece, dando lugar à 
frustração. 
 Quando real, estruturado e maduro — que espera, estimula, renova — 
não se satura, é sempre novo e ideal, harmônico, sem altibaixos emocionais. 
Une as pessoas, porque reúne as almas, identifica-as no prazer geral da 
fraternidade, alimenta o corpo e dulcifica o eu profundo. 
O prazer legítimo decorre do amor pleno, gerador da felicidade, enquanto o 
comum é devorador de energias e de formação angustiante.
 O amor atravessa diferentes fases: o infantil, que tem caráter possessivo, 
o juvenil, que se expressa pela insegurança, o maduro, pacificador, que se 
entrega sem reservas e faz-se plenificador. 
Há um período em que se expressa como compensação, na fase 
intermediária entre a insegurança e a plenificação, quando dá e recebe, 
procurando liberar-se da consciência de culpa. 
O estado de prazer difere daquele de plenitude, em razão de o primeiro ser 
fugaz, enquanto o segundo é permanente, mesmo que sob a injunção de 
relativas aflições e problemas-desafios que podem e devem ser vencidos. 
Somente o amor real consegue distingui-los e os pode unir quando se 
apresentem esporádicos. 
A ambição, a posse, a inquietação geradora de insegurança — ciúme, 
incerteza, ansiedade afetiva, cobrança de carinhos e atenções —, a 
necessidade de ser amado caracterizam o estágio do amor infantil, obsessivo, 
dominador, que pensa exclusivamente em si antes que no ser amado. 
A confiança, suave-doce e tranqüila, a alegria natural e sem alarde, a 
exteriorização do bem que se pode e se deve executar, a compaixão dinâmica, 
a não-posse, não-dependência, não-exigência, são benesses do amor pleno, 
pacificador, imorredouro. 
Mesmo que se modifiquem os quadros existenciais, que se alterem as 
manifestações da afetividade do ser amado, o amor permanece libertador, 
confiante, indestrutível. 
Nunca se impõe, porque é espontâneo como a própria vida e irradia-se 
mimetizando, contagiando de júbilos e de paz. 
Expande-se como um perfume que impregna, agradável, suavemente, 
porque não é agressivo nem embriagador ou apaixonado… 
O amor não se apega, não sofre a falta, mas frui sempre, porque vive no 
íntimo do ser e não das gratificações que o amado oferece. 
O amor deve ser sempre o ponto de partida de todas as aspirações e a 
etapa final de todos os anelos humanos. 
O clímax do amor se encontra naquele sentimento que Jesus ofereceu à 
Humanidade e prossegue doando, na Sua condição de Amante não amado.

Hoje é dia de festejar o Amor! Feliz 12 de Junho! 

Créditos: Amor, Imbatível Amor. Divaldo Pereira Franco. Ditado pelo espírito Joanna de Ângelis. 

Nossa Mensagem de Natal

Com o texto a seguir desejamos a todos os nossos irmãos e amigos da Casa de Jurema um Natal de Amor, Paz e Fraternidade. Aproveitamos a oportunidade para agradecer as doações e o auxílio de todos que fizeram a festa de Natal da Casa de Jurema um grande sucesso. Em breve postaremos fotos da festa.

Que o Amor de Jesus esteja em todos os corações! 

Nas  Orações  De  Natal
 André Luiz
 
REMEMORANDO o Natal, lembramo-nos de que Jesus é o Suprimento Divino à Necessidade
Humana.
Para o Sofrimento, é o Consolo;
Para a Aflição, é a Esperança;
Para a Tristeza, é o Bom Ânimo;
Para o Desespero, é a Fé Viva;
Para o Desequilíbrio, é o Reajuste;
Para o Orgulho, é a Humildade;
Para a Violência, é a Tolerância;
Para a Vaidade, é a Singeleza;
Para a Ofensa, é a Compreensão;
Para a discórdia, é a Paz;
Para o egoísmo, é a Renúncia;
Para a ambição, é o Sacrifício;
Para a Ignorância, é o Esclarecimento;
Para a Inconformação, é a Serenidade;    
Para a Dor, é a Paciência;
Para a Angústia, é o Bálsamo;
Para a Ilusão, é a Verdade;
Para a Morte, é a Ressurreição.
         
Se nos propomos, assim, aceitar o Cristo por Mestre e Senhor de nossos caminhos, é
imprescindível recordar que o seu Apostolado não veio para os sãos e, sim, para os antigos
doentes da Terra, entre os quais nos alistamos…
Buscando, pois, acompanhá-lo e servi-lo, façamos de nosso coração uma luz que possa
inflamar-se ao toque de seu infinito amor, cada dia, a fim de que nossa tarefa ilumine com Ele a milenária estrada de nossas experiências, expulsando as sombras de nossos velhos enganos e despertando-nos o espírito para a glória imperecível da Vida Eterna.

Você encontra este e outros textos sobre Natal no livro “Os dois maiores amores” psicografado por Chico Xavier. 

A pratica da Caridade não precisa de hora, lugar e roupa específicos.

COMECEMOS HOJE


Não diga que você pratica as lições do Evangelho, ante a luz do Espiritismo, simplesmente por debater-lhe os problemas. A palavra edificante é uma Bênção do Céu, mas, há sonâmbulos do verbo notável, sem serem loucos. Falam de maneira brilhante, embora dormindo. E todos podemos sofrer semelhante calamidade. 
Em nosso testemunho de aplicação com Jesus, é preciso fazer algo. Acorde, pois, trabalhando. 
Lembre-se de que o próximo espera por seu auxílio. 
Mexa-se, de algum modo, para ajudar. 
Pinte, com o próprio esforço, a casa onde você mora, dando-lhe aspecto mais agradável. 
Lave a louça da mesa que o serviu. 
Limpe uma ferida que sangra. 
Apare as unhas de um paralítico. 
Guie um cego, na praça pública. 
Garanta a higiene, onde você estiver. 
Acomode o próprio corpo com atenção, de maneira a não incomodar o vizinho, no veículo de condução coletiva. 
Carregue uma criança de colo para que essa ou aquela mãezinha fatigada descanse, por alguns minutos. 
Costure para os necessitados. 
Dê um café aos filhos do infortúnio. 
Distribua, com alegria, as sobras da refeição. 
Antes que apodreça, entregue a roupa supérflua ao companheiro andrajoso. 
Reparta o pão com o menino infeliz, que muitas vezes, lhe observa o conforto pela vidraça. 
Plante uma árvore útil. 
Enderece uma gentileza aos amigos, procurando ocultar-se. 
Estenda braços fraternos, ainda mesmo por um simples momento, aos que forem surpreendidos pela enfermidade, na rua. 
Adquira um comprimido balsamizante para o irmão que acuse dor de cabeça. 
Faça o favor de transportar espontaneamente os pequeninos fardos que pesam nas mãos alheias. 
Confie um livro nobre à circulação, no ambiente doméstico. 
Ofereça uma flor ao enfermo. 
Preste, com bondade, a informação que lhe solicitam. 
Dê alguns cruzeiros, em favor das boas obras, sem a preocupação de fiscalizar. 
Comecemos agora. 
Não creia que o barulho de fora consiga despertar-nos. 
Ante a pressão externa, mais se esconde a tartaruga na carapaça. 
Entretanto, o ruído de nossas próprias mãos no trabalho construtivo renova-nos a mente. 
Hoje, você enriquece o serviço do Senhor, alguma cousa. 
Amanhã, porém, o serviço do Senhor será tesouro crescente, em seu caminho. 

André Luiz 
Psicografia de Chico Xavier 
Livro Mãos Marcadas. 


Para ler a obra completa acesse: 






Os pobres que buscamos podem morar perto ou longe de nós. Podem ser material ou espiritualmente pobres. Podem estas famintos de pão ou de amizade. Podem precisar de roupas ou do senso de riqueza que o amor de Deus representa para eles. Podem precisar do abrigo de uma casa feita de tijolos e cimento ou da confiança de possuírem um lugar em nossos corações. 
Madre Teresa de Calcutá

Mensagem de Paz

NOSSO DEVER

Por mais humilde, quando confrontando com as atividades que nos pareçam superiores, 
amemos o dever que a vida nos reservou.
No Plano do Universo, todo encargo é digno de apreço.
O firmamento agasalha o mundo sob imensa abóbada de estrelas;
no entanto, não desempenha as atribuições do telhado doméstico.
O Sol é um espetáculo permanente de luz,
mas não realiza o serviço da lâmpada.
O grande rio é um gigante de água movente;
contudo, não executa em casa a função da bica.
O celeiro guarda os ingredientes do pão,
mas não consegue amassá-lo.
O transatlântico transporta o salva-vidas,
sem tomar-lhe a prerrogativa.
Cultivemos o nosso dever por mandato da Providência Divina.
O esforço anônimo do verme, na fecundação da terra,
jaz revestido de extrema significação para ela e para ele.
Assim também, a nossa tarefa particular pode não aparecer aos olhos dos outros,
no desdobramento da vida, entretanto,
ela é sumamente importante para a vida e para nós.
Por Albino Teixeira 
XAVIER, Francisco Cândido. Caminho Espírita . Por Espíritos Diversos. 8.ed. Araras, SP, IDE, 1995, cap. 48.