Não me Lembro de Nada Após a Incorporação? – por Tenda Espírita Zurykan

Mais um texto muito oportuno sobre a mediunidade, talvez um dos temas mais controversos da seara umbandista. Fato é que, há tempos, a Umbanda não teria se (re)fundamentado em nossa terra se não fosse a mediunidade inconsciente. Mas esse tempo já passou…

É imperativo que os médiuns entendam seu real papel na seara: médium, medianeiro, intermediário. Isso significa que devemos trabalhar em parceria com a espiritualidade. Devemos estudar, aprofundar nosso conhecimento, não apenas para nosso próprio crescimento, mas para propiciar aos nossos guias e mentores as condições físicas necessárias para que eles cumpram com seu dever.

Sim, eu disse condições físicas necessárias, pois na mediunidade semiconsciente e, principalmente, na consciente, somente um médium com grande capacidade de entrega seria capaz de reproduzir algo que não existe registrado em seu cérebro físico. Afinal, se até mesmo Divaldo Franco recebeu instruções de sua mentora, Joana de Ângelis, para estudar a psicologia, da qual ela faria uso em seus escritos, quem somos nós para acharmos que temos capacidade de reproduzir fidedignamente as orientações de nossos mentores sem que façamos nossa parte de capacitação e educação.

Espero que gostem do texto e, por favor, participem. Enviem suas opiniões. Somente dividindo nossas experiências podemos crescer.

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Sobre a mediunidade

MEDIUNIDADE E VOCÊ

Intuição – Exerça a faculdade da percepção clara e imediata, mas, para ampliar-lhe a área
de ação, procure alimentar bons pensamentos de maneira constante.

Clarividência – Agradeça a possibilidade de ver no Plano Espiritual; no entanto, no esforço
do dia-a-dia, detenha-se no lado bom das situações e das pessoas, para que os seus
recursos não se comprometam no mal.

Clariaudiência – Regozije-se por escutar os desencarnados; todavia, aprenda a ouvir no
cotidiano para construir a felicidade do próximo, defendendo-se contra a queda nas
armadilhas da sombra.

Psicofonia – Empreste suas forças para que os Espíritos falem com os homens; contudo,
na experiência comum, selecione palavras e maneiras, afim de que o seu verbo não se
faça veículo para a influência das trevas.

Psicografia – Escreva com as entidades domiciliadas fora do mundo físico, mas habitue-se
a escrever em benefício da paz e da edificação dos semelhantes, impedindo que a sua
inteligência se faça canal de perturbação.

Materialização – Dê corpo às formações do plano extrafísico; entretanto, acima de tudo,
concretize as boas obras.

Curas – Aplique passes e outros processos curativos, em favor dos enfermos; no entanto,
conserve as suas mãos na execução dos deveres e tarefas que o Senhor lhe confiou.

Transportes – Colabore com os seus recursos psíquicos, trazendo através do transporte
os objetos sem toque humano, mas carregue a caridade consigo para que ela funcione,
onde você estiver.

Premonição – Rejubile-se com a responsabilidade de prever acontecimentos; todavia,
busque sentir, pensar e realizar o melhor ao seu alcance, na movimentação de cada dia,
para que a sua conversa não se transforme em trombeta de pessimismo e destruição.

Mediunidade em geral – Qualquer mediunidade serve a fim de cooperar no parque de
fenômenos para demonstrações da existência do Espírito, mas não se esqueça de que a
condução dos valores mediúnicos, para o bem ou para o mal, é assunto que está em você
e depende de você em qualquer circunstância e em qualquer lugar.

 André Luiz

Xavier, Francisco Cândido. Paz e Renovação. Espíritos Diversos.

Para ler os outros textos desse livro acesse http://bvespirita.com/Paz%20e%20Renova%C3%A7%C3%A3o%20(psicografia%20Chico%20Xavier%20-%20esp%C3%ADritos%20diversos).pdf