O desânimo

Um dos principais inimigos do nosso crescimento é o desânimo. Todo mundo o conhece, porque recebe sua visita ao menos uma vez por mês. É normal sentir o desânimo atacar. Faz parte do movimento das coisas. O verdadeiro desafio, no entanto, é resistir a ele, estar preparado e não deixá-lo abalar nossos projetos.

Vamos entender que há um ciclo em nossas emoções. Toda vez que começamos a fazer alguma coisa nova, sentimo-nos entusiasmados, empolgados e até ansiosos. Queremos que nossas aspirações se realizem de imediato, e aceleramos nossos passos. Há esperança, segurança, fé.

Mas, ao passar de alguns dias, vêm as dúvidas. Ficamos inseguros, temerosos, questionando-nos se estamos no caminho correto. O desânimo se instala e o nosso julgamento da realidade fica prejudicado. Duas opções se apresentam: desistir ou continuar.

O que podemos fazer é estar preparado para o desânimo. Compreender este ciclo. Ter a consciência de que esses estados emocionais não são permanentes. Se hoje estamos nos sentindo incertos, amanhã o ânimo retornará, mas para isso, precisamos nos manter firmes em nossos propósitos, apesar dos sentimentos. É preciso ter inteligência emocional para lidar com o fluxo inconstante dos sentimentos, do contrário, dificilmente conseguiremos concluir alguma coisa.

O mesmo acontece quando há cansaço, físico ou mental, mau humor, jornadas de trabalho pesadas, entre outras situações desgastantes. São ocasiões em que se exige mais de nós para mantermos nossas práticas e valores espirituais em atividade. É muito mais fácil estar firme quando tudo vai bem.

A força está, contudo, em manter a chama da espiritualidade acesa em meio às adversidades da vida. Quando podemos, de fato, colocar nossos saberes em prática. É importante, no entanto, sermos gentis com nós mesmos: não nos cobremos perfeição. Apenas vamos cultivando a luz ao longo do caminho.

O tempo da espiritualidade é diferente do nosso. Os problemas vão se ajeitando pouco a pouco, criando uma base firme e sólida. Tudo é na hora certa. Mas para isso é necessário a firmeza de continuar, dar o passo seguinte, mesmo que sinta insegurança, medo, dúvidas no caminho. Lembre-se: esses sentimentos não são permanentes, em breve o ânimo retorna.

É um passo de cada vez. Cada manhã traz uma batalha, mas também traz oportunidades de nos aprimorarmos. Todo dia podemos pôr em prática aquilo que vai nos fazer crescer, desenvolver nossos projetos e alcançar nossos objetivos. No entanto, paciência. O tempo é soberano, não pode ser burlado, porquanto é manifestação da lei de Deus. E isso, a longo prazo, acarreta grandes resultados. Acumulamos maravilhosos tesouros espirituais. O caminho da evolução é uma jornada muito, muito, muito extensa. Não há atalhos, não há outra opção a não ser percorrê-lo.

E nessa luta diária, o nosso maior inimigo somos nós mesmos. Exige-se um autoenfrentamento. Enfrentar a ignorância, a ilusão, aquilo que nos atrasa. Enfrentar as emoções, quando elas não estiverem do nosso lado. Estar vigilante quanto ao desânimo. Muitas vezes, ele não se instala de uma vez, mas pouco a pouco. Por este motivo, precisamos combatê-lo ao seu primeiro sinal. Não esperar ele ganhar força. Porque uma vez estabelecido, o desânimo nos paralisa.

Outra coisa, a nossa força de vontade também não é constante. Ela não dura para sempre. Tal como um combustível, ela se gasta e é preciso recarregá-la. Por isso, não podemos depender inteiramente dela. Mas agir com estratégia. Usar nossa força para criar condições materiais e emocionais que tornem cada vez mais fácil continuar com nossas práticas e valores espirituais.

A fé é essencial. O nosso primeiro e último recurso. Entregar-se a Deus, deixe nas mãos dele o dia de amanhã. Por esta razão, nada de soluções imediatas. Deixe para resolver o futuro quando ele chegar. Antes, busque a cada dia, trazer a alegria para a vida.

Tenha firmeza, isto é, continuar o seu caminho, em direção ao seu propósito maior, aquilo que vai fazer você evoluir, onde quer que esteja, com quem você estiver. Mas não confunda isso com resistência à mudança, pois é necessário muita flexibilidade e criatividade em nossa jornada!

Por fim, deixo um pequeno exercício, para ser praticado sempre que se desejar. Apenas repita:

“Sou mais forte que o desânimo. Estou preparado a ele. Tenho fé em Deus e confiança em mim mesmo. Com firmeza, continuo meu caminho. De passo em passo, aproximo-me do Pai Maior. Meus projetos rendem bons frutos e sou vitorioso”.

Por : Espiritualidade e Autoconhecimento

O objetivo da Umbanda não é realizar os nossos desejos materiais

A Umbanda é uma religião, e como tal busca a espiritualização do ser humano. As entidades não são “gênios da lâmpada mágica”, onde você pode fazer qualquer pedido, e elas se prestarão a cumprir imediatamente. Os guias, da mesma forma, não estão disponíveis para barganha: não importa o que você ofereça, jamais farão o que não condiz com as leis de Deus.

As entidades da Umbanda são, antes de tudo, guias espirituais. Isto é, possuem a missão de nos orientar, nos ensinar, auxiliar a Terra em seu processo de evolução. Embora usem de formas astrais simples e humildes, os guias são espíritos que já conquistaram grande adiantamento nas jornadas da vida.

Temos que saber aproveitar a grande oportunidade de estar próximo dessas entidades. Não para buscar a satisfação de nossos interesses materiais, mas sim, obter um pouco de sua ampla sabedoria. Isso vale mais do que todo o ouro da Terra. Quando desencarnarmos, nada levaremos para o outro plano, senão todo conhecimento e elevação que alcançarmos.

Há uma razão para termos nascido neste planeta. Há muitas lições para serem aprendidas. E todas as atribulações que enfrentamos fazem parte deste processo. Os guias não podem simplesmente tirar isso de nós. Para a nossa mente limitada, pode ser um fato negativo determinada dificuldade. Aos olhos de Deus, muitas vezes é justamente o que precisamos para vencer algo negativo que vive dentro de nós.

Você pode até recorrer a outros lugares onde é realizado trabalho com determinadas magias. Mas entenda, se não há merecimento, o problema reaparece com uma nova forma. Enquanto o aprendizado não acontece, você fica preso a padrões repetitivos em sua vida.

Busque a Umbanda por amor aos guias e Orixás. Abra seu coração para isso. Nossa religião não se resume a fazer pedidos. Ela pode sim te ajudar em alguns assuntos materiais, há muitos relatos de verdadeiros milagres, mas este não é o objetivo principal.

É preciso, antes de tudo, mudar por dentro. Alguns problemas somente se resolvem assim. Enquanto houver teimosia e insistência no erro, a situação persiste. E a Umbanda está ali para te ajudar a desenvolver-se moral e espiritualmente. Quando você compreender isso, saberá agradecer cada dificuldade que passou. Cada uma, por mais sofrimento que tenha causado, trouxe aprendizado para o seu espírito.

Saravá a todos!

Dia de comemorar os 111 anos da Umbanda! Conheça a história e a letra do hino.

“Hino da Umbanda é emocionante, não é mesmo?

Mas será que você conhece a letra inteirinha, sem errar?

Pois além de todo conhecimento que a Umbanda nos traz, a religião também é emoção e alegria!

Acompanhe abaixo o Hino completo!


Hino da Umbanda

Refletiu a Luz Divina
Com todo seu esplendor
Vem do reino de Oxalá
Aonde há paz e amor

Luz que refletiu na terra
Luz que refletiu no mar
Luz que veio de Aruanda
Para nos iluminar

Umbanda é paz e amor
Um mundo cheio de Luz
É força que nos dá vida
E a grandeza nos conduz

Avante, filhos de fé
Como a nossa lei não há
Levando ao mundo inteiro
A bandeira de Oxalá

Levando ao mundo inteiro
A bandeira de Oxalá

Quem é o autor do Hino da Umbanda?

O Hino da Umbanda foi composto por José Manoel Alves (letra) e Dalmo da Trindade Reis (música) em 1961.

Aliás, José Manoel Alves era cego.

Assim, sua busca por uma cura o levou até o Caboclo das Sete Encruzilhadas.

Embora não tenha conseguido seu intento, ficou apaixonado pela religião e compôs uma canção para homenageá-la.

Dessa forma, apresentou a letra ao Caboclo das Sete Encruzilhadas, o qual tanto a apreciou, que resolveu nomeá-la como Hino da Umbanda.”

Salve a nossa Umbanda!🙏

Fonte: Umbanda eu curto

🍽 Fotos da feijoada 2019

E a nossa feijoada foi um sucesso!
Nosso Chef e amigo Sérgio Cajaraville preparou um feijoada maravilhosa! O que ela estava de bonita, estava de saborosa. Parabéns pra você e a nossa equipe da cozinha.

Agradecemos à todos pelo apoio/ajuda aos que puderam estar presentes tanto físicamente como de coração. Vocês fizeram dessa linda confraternização um sucesso! Foi um domingo delicioso com reencontros de pessoas queridas, repleto de alegria e amor.

E lembrando que hoje teremos sessão de Pretos Velhos às 19h. E estaremos vendendo alguns doces da feijoada na cantina. Quem não teve a oportunidade de comer bolo formigueiro, quindão, doce de banana..aproveitem!!!

A Casa de Jurema agradece o carinho. 🌻

O QUE É O FUNDAMENTO?

Tudo é energia, e a Umbanda sabe muito bem como manipulá-la. Para que a gira ocorra, é preciso se preparar para ela, tanto espiritual quanto materialmente. O fundamento é a ciência que nos orienta como proceder a fim de que o axé seja abundante e circule livremente no terreiro.

Este apoia-se em seus assentamentos, nos pontos cantados e riscados, na formação da corrente, na preparação dos médium e dirigentes, nas folhas, rezas, entre outros elementos e ritos. O que embasa o que será utilizado e por qual razão é o fundamento.

Neste sentido, o fundamento é conjunto de saberes que foram nos deixados pelos nossos ancestrais e pela espiritualidade. É este conhecimento que nos assegura que a casa está bem protegida e apta a lidar com as diferentes formas de energia.

A Umbanda é uma religião que apresenta uma enorme diversidade e também possui variados fundamentos. Todo terreiro possui sua doutrina, sua tradição e suas raízes e isto indicará para ele quais são os elementos necessários para o bom funcionamento da gira.

É por esta razão que observamos, entre as diferentes regiões do Brasil, grande divergência entre suas práticas. Isto porque cada Pai ou Mãe de Santo aprendeu com seus mais velhos e com os guias o que consideram essencial ou dispensável dentro do terreiro. São conhecimentos diferentes, fundamentos diversos, formas peculiares de utilizar as vibrações do astral.

Ensinam as tradições religiosas que existe uma energia que permeia todo o universo, conhecido por muitos nomes: prana, fluído cósmico universal, mana, éter, ki, força universal, e, no nosso caso, axé. Esta vibração é produzida, canalizada e diferenciada por meio dos fundamentos do terreiro.

Quando, por exemplo, é realizada uma firmeza para o Orixá Oxóssi, utilizando-se de velas, ervas, bebidas, frutas ou flores, ofertado num local da natureza compatível, em um determinado dia da natureza, seguido de rezas e cânticos adequados, é um conhecimento que orienta todas estas práticas. Este pequeno rito permite movimentar um parcela da fluído universal, manifestado através da vibração do Orixá Oxóssi, e direcionar esta mesma energia para um objetivo previamente estabelecido.

Entretanto, não é somente com energias e vibrações que a Umbanda lida, e sim com toda sorte de espíritos, desde os mais necessitados de luz quanto os mais adiantados guias espirituais. O fundamento, mais uma vez, vem dar-nos as bases para bem se relacionar com eles.

Há, além disso, os segredos, fundamentos que não podem ser ensinados a qualquer pessoa, sem que este mostre-se maduro e compromissado com o axé. À medida que você avança na senda da espiritualidade, cresce a sua compreensão do mundo espiritual, assim como a confiança do astral em você para passar certos conhecimentos. Por esta razão, por mais que a cada dia surjam novos cursos para formação de médiuns e sacerdotes, nada substitui a vivência pessoal no terreiro.

O respeito ao fundamento é necessário devido o tipo de trabalho realizado pela Umbanda. Não é à toa que ela foi chamada, nos tempos de Zélio de Moraes, de “Linha Branca de Umbanda e Demanda”. A Umbanda, mais do que apenas doutrinar e aconselhar, lida e combate as mais densas energias que habitam o baixo astral. E para isso, é preciso estar preparado.

Saravá a todos!

Umbanda com simplicidade

🎅🏻 Natal do Pai Geraldo 2019🎅🏻

Natal do Pai Geraldo 2019
Apadrinhe uma criança!

Mais um ano a Casa de Jurema fará um lindo Natal para as crianças carentes no dia 21/12. E contamos com a ajuda de vocês para o presente do Papai Noel chegarem até elas. O natal é época de troca de presentes, de realçar nosso sentimento de compaixão e compartilhamento.

Ao apadrinhar uma criança, você dará roupa completa, calçado e brinquedo. Caso queira completar com algo de higiene e qualquer outra coisa, fique à vontade.
É a oportunidade de proporcionamos alegria e amor a elas!
Contamos com a ajuda de vocês!

Caso queira apadrinhar uma criança, entre em contato com a secretária da Casa. A entrega é até dia 16/12.

Muito obrigada!

Não existe fracasso. O que existe é desistência

Boa tarde pra todos!

E hoje, aqui vai um texto para refletirmos sobre nossas atitudes e condutas com nós mesmo e na “construção” de nossos sonhos, que só depende da gente! Sabemos o quanto é difícil a nossa caminhada, mas se não houver dificuldades, não iremos aprender e a valorizar cada conquistas. Somos seres humanos e somos falhos… sabemos que isso é a mais pura verdade! Que essa leitura faça a gente refletir e voltarmos atrás dos nossos sonhos! Nada de desistimos!!!

“Em que momento você parou de desejar? Em que momento parou de acreditar em você?
Aquele que realiza é certamente aquele que aprendeu a lidar com os não da vida, e para isso se precisa ter uma visão de onde quer chegar, uma visão do que você quer ter e os benefícios que quer tirar disso.
É muito comum após uma experiência contraria, ou após um problema, nós nos envolvermos com a insatisfação, com a queixa, com a reclamação e principalmente com a vitimização. Uma situação não aconteceu de acordo com o que você planejava, algo saiu da rota, é nossa natureza primitiva pensar no pior resultado e se envolver demasiadamente nesta situação.
Quando nos envolvemos em situações contrárias às que gostaríamos de experimentar, encontramos mais matérias na mesma freqüência, ou seja, acontecimentos do mundo externo aparecem justamente para lhe confirmar que você está vivendo uma fase de problemas. É natural nos fazermos de vitima e colocar a culpa no outro e no mundo, e usamos esta vitimização para desistir das coisas que realmente queremos.
A desistência ocorre principalmente quando não temos um bom motivo por trás disso, e tornamos qualquer desejo frágil e sem força, cerebralmente explicando, não há química para eu contornar este obstáculo e continuar firme nas minhas metas.
Quando você se envolve com a superação, cada conquista é um degrau da satisfação, o qual usamos para chegar com rapidez nos nossos desejos. Quando o seu envolvimento é com a visão daquilo que você quer, a realidade se torna sutil comparado a um desejo tão precioso como é o seu.
Quer chegar com rapidez na realização dos seus desejos? Então pare de desistir! Siga a sua rota e contorne os obstáculos. Há uma pesquisa que diz que 90% das pessoas desistem dos seus objetivos momentos antes de conseguir, justamente por que se envolvem na realidade dura ou por que estão muito ansiosos para a realização destes objetivos e acabam não curtindo a caminhada, a rota que te leva a esta conquista.
Pare por um momento e reflita em todas as vezes que você desistiu… e pense: o que você pode retomar agora?”

Texto de Roberta Bonet

OS “IMPREVISTOS” NO DIA DO TRABALHO MEDIÚNICO.

Na manhã que antecede o trabalho mediúnico, o médium deve elevar o pensamento, orar solicitando o auxílio dos Guias e Falangeiros para que tenha um dia de harmonia para estar bem-equilibrado na hora dos trabalhos e para que não ocorram os “famosos” imprevistos, os quais o astral inferior não raras vezes, se utiliza para desviar o médium de sua tarefa. As carências, as fragilidades, a dificuldade de dizer não, as inseguranças, o medo, os melindres, são usados pelo astral inferior porque eles estudam o médium e de forma muito sutil, vão minando a mente e também causando atrasos da mais variada ordem, para que o médium não consiga chegar a tempo e trabalhar. É perfeitamente compreensível que em determinados momentos seja necessário resolver assuntos pessoais, mas deve sempre estar atento aos sinais de como, quando, onde e por que imprevistos ocorrem geralmente próximos ao horário de deslocar-se para o Terreiro de Umbanda e com qual frequência. O médium que cede sempre aos chamados “imprevistos” acaba por desistir da mediunidade com muita facilidade. Mas aquele persistente, que se esforça, acaba por vencer os momentos de infortúnio e é finalmente deixado um pouco em paz, porque não se deixa abater; aí as dificuldades deixam de ser para chegar no trabalho e terão outro foco, como por exemplo, família, compromissos no trabalho, viagens, saúde etc. Por isso, Jesus alerta para o “Orai e Vigiai”.

– do livro O TRANSE RITUAL NA UMBANDA
Norberto Peixoto.

NINGUÉM É INSUBSTITUÍVEL NO TERREIRO

Mais humildade, meu irmão. Se você acredita que o terreiro não é capaz de sobreviver sem sua presença, está muito enganado. Ali, ninguém é indispensável. Até mesmo os Pais-de-Santos, eventualmente, podem mudar.

Em vez de ficar reclamando, criticando, e ameaçando sair da casa, procure ser útil. A espiritualidade te colocou nela por um bom motivo. Todos podem contribuir, e também todos podem aprender qualquer tarefa.

Se houver necessidade, os guias saberão encaminhar a pessoa certa para o terreiro. E da mesma forma, quando alguém está desarmonizando a corrente, se este não ouvir os bons conselhos da entidade, uma hora vai embora.

A entrada e saída de pessoas de uma casa é um processo natural. Sempre acontecerá. No entanto, infelizmente, muitos não sabem desligar-se de forma tranquila e respeitosa. Não basta se afastarem, querem levar o máximo consigo e deixar o terreiro em uma situação complicada.

Isto revela desonestidade e mau caráter. Esquecem-se de que o objetivo maior dali é a prática da caridade, o culto aos Orixás e a evolução espiritual de cada um. O terreiro é sagrado. Se a pessoa vai trabalhar em outra casa ou abrir a sua própria, o antigo local não torna-se seu concorrente, mas um companheiro e colaborador na obra do bem. Acima de tudo, somos todos umbandistas e filhos de Deus.

Ensinou-nos o Cristo: “O escândalo é necessário, mas ai daquele que escandalizar”. Se está insatisfeito da casa que trabalha, converse com o dirigente. Se optar pela saída do terreiro, agradeça e respeite. Não fale mal, não esqueça de todas as graças que você conquistou neste local.

Não queria, também, que o terreiro dependa de você. Se houver ali alguma atividade que somente você saiba realizar, ensine aos mais novos. Isto também é fazer a caridade e honrar os ancestrais. Da mesma forma que você aprendeu, outros também podem e os conhecimento da Umbanda se prolonga no tempo. Porém, caso você se recuse a passar o saber adiante, tenha certeza que a espiritualidade encontrará uma maneira de preparar os próximos.

Não estamos dizendo que você não possui nenhum valor no terreiro. Para a espiritualidade, todos são importante e podem contribuir no seu trabalho. O egoísmo, no entanto, tornou-se estrutural. Muitos sentem, no íntimo do seus corações, que para receberem alguma estima, outros precisam receber menos. É a constante necessidade de diferenciar-se, de ter privilégios, de tratamento especial.

Para mudarmos isso, é preciso reeducar as emoções. Fazê-las compreender o poder da colaboração. Quando um cresce, todos evoluem com ele. Se alguém cai, o restante sustenta e coloca-o de pé. Esta é a força da corrente. Não somos mais do que um elo nesta longa rede que une encarnados e desencarnados. Quando estamos firmes em torno de um objetivo maior, tornamo-nos capazes de transformar vidas, curar pessoas, abrir caminhos, libertar almas e avançarmos, juntos, em direção ao Pai Maior.

Saravá a Todos!