Salubá Nanã Buruquê

Dia da nossa vovó da Umbanda! Salubá Nanã!

Hoje, dia 26 de julho a Umbanda celebra o dia desta orixá, sincretizada em Santa Ana, mãe de Maria e avó de Jesus.

É considerada a mais velha dos Orixás das águas. Seus domínios são encontro entre a água e a terra na formação do barro, matéria prima da criação do ser humano, segundo a mitologia Yorubá.

Diz a lenda que Oxalá em suas tentativas de criar o homem, usou de todos os recursos existentes na natureza a época da criação. Usou do fogo, da água, do ar, do vinho de palma, do azeite e não obteve êxito.

Quando Nanã se apresentou da sua manifestação se obteve a lama e, dessa matéria enfim Oxalá conseguiu moldar as criaturas e assim terminar a criação. Assim sendo Todos nós somos a força de Nanã e O sopro divino de Oxalá.

Viemos da terra, somos e seremos uma constante mistura de água, terra e sais, por isso da terra viemos e para Terra retornaremos. Por isso, Nanã representa o começo e o fim, a vida e a morte de todos nós.

Nanã é uma mãe generosa e está sempre pronta a amparar seus filhos e ao contrário do que se prega, sua referência é a da transformação, acompanhando a de seu filho Obaluaê, pois tudo começa e termina no ciclo de energia desses tão poderosos e respeitados  Orixás dentro da nossa religião.

Salve Nanã Buruquê, a nossa mais velha Yabá. Que a senhora sempre nos dê muita sabedoria, força e bondade em nossos corações. Orixá da sabedoria e do amor!

“Se a minha mãe é salubá
É o Orixá mais velho do espaço

Nanã, o Nanã Buruquê
Olha os seus filhos
Agora que eu quero ver”



Salubá vovózinha❤

Fonte: Nova Friburgo em foco

A mudança está dentro de nós

“Zifio, ninguém muda ninguém, ninguém salva ninguém, ninguém evolui ninguém. As portas da mudança só serão abertas, se o outro quiser abrir essas portas, senão, não tem como ajudar quem não quer ser ajudado, não tem como dar conselhos a quem não quer ouvi-los. É difícil fio, mas cada um toma as decisões que acha melhor pra si, o que pra suncê parece ser errado, para o outro pode parecer certo, então mesmo que as decisões do outro lhe machuque, são decisões do outro.
Quando nós insistimos em ajudar alguém que não quer ser ajudado, somos nós que no final acabamos precisando de ajuda, porque isso nos machuca, nos desgasta, e então acabamos trazendo os problemas dos outros para nós, vivendo um problema que não é nosso, porque não são nossas escolhas, e sim o que o outro escolheu viver. E mesmo que suncê ainda não consiga aceitar, resta compreender, porque nada acontece sem a permissão de Deus.
Então fio, entenda que suncê não tem o poder de ajudar todo mundo, ninguém tem, principalmente quem se sente bem do jeito que tá. Deixe cada um com suas decisões, com suas escolhas, assim como uma criança que podemos até auxiliar nos seus passos, mas no final, o caminhar só depende dela.”

Livro: Sabedoria de Preto Velho

Toda vez que pensar em desistir
Lembre se que no Cruzeiro das Almas tem um um Preto e uma Preta Velha rezando por você.👵🏽👴🏾

Tenha Fé.

LIÇÕES DO SOFRIMENTO

“Quando você estiver atravessando um profundo sofrimento, procure lembrar de oito princípios básicos da vida:

1 – Não há mal que dure para sempre. Qualquer dor, ou sofrimento que você esteja passando é necessariamente passageiro. Por mais que demore e por mais que o sofrimento pareça eterno, um dia ele sempre terá um fim.

2 – Você não é a única pessoa a sofrer no mundo. Nosso sofrimento sempre parece maior, pois estamos sentindo-o diretamente, em nós mesmos. Mas basta olhar para o lado e ver o quanto cada pessoa no mundo sofre de igual forma, ou até mais gravemente que nós.

3 – Pense que, se o sofrimento fosse menor, ele poderia não ser suficiente para provocar um movimento em você e te tirar do conformismo. No momento em que o sofrimento se torna insuportável, esse limite nos força a tomar uma atitude e a buscar um desenvolvimento. Se alguma parte do seu organismo não começasse a doer fortemente, você não saberia que ele precisa de cuidados, e não buscaria a cura. Da mesma forma, quando há uma enfermidade da alma precisando de purificação interior, é necessário que a dor nos tire da inação e nos mostre o caminho. Logo, não reclame da dor, tome-a como a base de sua transformação e do seu desapego das coisas fúteis e efêmeras.

4 – Tal como uma criança grita e se debate quando toma uma vacina, nós também reclamamos e esperneamos quando Deus nos coloca diante das vacinas doloridas da vida. Da mesma forma que a vacina irá imunizar a criança e evitar doenças futuras, assim também o sofrimento advindo das adversidades da vida tem o poder de imunizar nosso espírito e nos libertar das futuras doenças da alma.

5 – Uma grande lição do sofrimento é que só aprendemos uma coisa quando a realizamos e sentimos. É como o aluno de natação e seu professor. Por mais que o professor explique a teoria da natação, num dado momento o aluno precisará mergulhar na água e se virar sozinho para conseguir nadar. É certo que, em algum momento o professor precisa jogar a pessoa na água, e deixa-la sozinha, para que ela aprenda a nadar pelos seus próprios meios e recursos, sem depender mais de ninguém. Em essência, Deus faz isso para que cada pessoa cresça por si mesma e se torne independente, pois é assim que evoluímos espiritualmente. Por esse motivo, Deus nos coloca num mundo de sofrimento para que, sem nenhuma ajuda nos momentos difíceis, possamos aprender as sagradas lições da vida.

6 – Saiba que, se os sofrimentos da vida fossem simples de serem vencidos, o mérito espiritual seria igualmente simples, e pouco traria de benefícios espirituais para nosso espírito. Quanto maior o sofrimento, maior o mérito em supera-lo, e consequentemente, maior a conquista espiritual. Portanto, não reclame do sofrimento, agradeça a Deus a oportunidade de atravessar uma provação.

7 – Os sofrimentos da vida mundana podem ser comparados aos sofrimentos que passamos na infância. Quando somos crianças, as pequenas tribulações de briguinhas com colegas, lutas por brinquedos, ciúmes dos irmãos, gozações dos meninos, tudo isso parece terrível. Naquela fase esses probleminhas parecem imensos, mas após nosso crescimento e amadurecimento volvemos o olhar novamente à infância e nos damos conta do quão irrisórios e insignificantes eram esses problemas. Os adultos podem até deixar de lado pequenas rixas infantis por descobrirem o seu caráter banal. O que acontece na infância com a visão da fase adulta, é semelhante ao que ocorre na visão do espírito no plano espiritual em relação aos sofrimentos do mundo. Percebemos a sua natureza transitória e sua total irrelevância diante da eternidade da vida espiritual.

8 – E por fim, não se esqueça: Deus nos dá a cruz do sofrimento na medida em que podemos carrega-la. Se Deus desse uma cruz mais pesada do que alguém poderia conduzi-la, ele seria um Deus injusto. Como Deus é a inteligência perfeita e infinita, Ele te conhece muito melhor do que ti mesmo, e sabe que você é capaz de carregar uma pesada cruz. Logo, não reclame da injustiça do sofrimento, tome para si a sua cruz, pois ela foi esculpida pelo carpinteiro cósmico, que conhece tuas forças e sabe que você é capaz de passar pelos labirintos tortuosos da vida e conseguir a sagrada purificação interior.”

(Hugo Lapa)