Para o dia do amigo

Ação da Amizade

A amizade é o sentimento que imanta as almas umas às outras, gerando alegria e bem-estar.

A amizade é suave expressão do ser humano que necessita intercambiar as forças da emoção sob os estímulos do entendimento fraternal.

Inspiradora de coragem e de abnegação. a amizade enfloresce as almas, abençoando-as com resistências para as lutas.

Há, no mundo moderno, muita falta de amizade!

O egoísmo afasta as pessoas e as isola.

A amizade as aproxima e irmana.

O medo agride as almas e infelicita.

A amizade apazigua e alegra os indivíduos.

A desconfiança desarmoniza as vidas e a amizade equilibra as mentes, dulcificando os corações.

Na área dos amores de profundidade, a presença da amizade é fundamental.

Ela nasce de uma expressão de simpatia, e firma-se com as raízes do afeto seguro, fincadas nas terras da alma.

Quando outras emoções se estiolam no vaivém dos choques, a amizade perdura, companheira devotada dos homens que se estimam.

Se a amizade fugisse da Terra, a vida espiritual dos seres se esfacelaria.

Ela é meiga e paciente, vigilante e ativa.

Discreta, apaga-se, para que brilhe aquele a quem se afeiçoa.

Sustenta na fraqueza e liberta nos momentos de dor.

A amizade é fácil de ser vitalizada.

Cultivá-la, constitui um dever de todo aquele que pensa e aspira, porquanto, ninguém logra êxito, se avança com aridez na alma ou indiferente ao elevo da sua fluidez.

Quando os impulsos sexuais do amor, nos nubentes, passam, a amizade fica.

Quando a desilusão apaga o fogo dos desejos nos grandes romances, se existe amizade, não se rompem os liames da união.

A amizade de Jesus pelos discípulos e pelas multidões dá-nos, até hoje, a dimensão do que é o amor na sua essência mais pura, demonstrando que ela é o passo inicial para essa conquista superior que é meta de todas as vidas e mandamento maior da Lei Divina.

 Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos de Esperança. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.

"É perdoando que se é perdoado…"

Nesse mês de julho, irradiado por Nanã, podemos refletir quanto à importância do perdão.
Perdoar é um ato de amor a nós mesmos, pois não é quem perdoamos o maior beneficiado e sim aquele que perdoa.
É preciso aprender ainda a nos perdoarmos por nossas falhas, pois muitas vezes a culpa se transforma numa ancora que não nos deixa sair do lugar.
Saber perdoar é saber recomeçar. Saber perdoar é se permitir evoluir!
O texto abaixo nos mostra apenas uma das possibilidades de exercitarmos o perdão.
COMO PRATICAR O PERDÃO
O que fazer quando a vida coloca à nossa frente pessoas que se tornam difíceis para uma convivência harmoniosa?
Quantos encontram essas pessoas dentro de casa! Muitas vezes na figura de um irmão ou irmã, cunhado ou cunhada, sogra ou sogro, até mesmo mãe ou pai, vizinhos, patrão, colega de trabalho, professores, colega de escola e até mesmo entre aqueles que nos são subalternos.
Uma das formas mais inteligente e eficaz para se lidar com esse problema foi comprovada pela prática:
Meu filho começou a trabalhar quando tinha apenas um pouco mais de quatorze anos. Na empresa onde trabalhava, sua chefe o tratava de forma rude.
Não perdia uma única oportunidade de humilhá-lo. Depois de quase um ano de convivência difícil, um dia, eu o surpreendi chorando no seu quarto. Preocupado, perguntei o que estava acontecendo. Foi quando tomei conhecimento do seu problema. Juntos fizemos uma prece e, inspirado, passei-lhe a seguinte orientação:
– Meu filho, todas as noites ao deitar-se, imagine que está vendo essa moça na sua frente. Depois, converse mentalmente com ela, diga-lhe que você a ama muito. Peça para ela perdoar-lhe por algum mal que você possa ter feito a ela em outras vidas. Procure, através do pensamento, abraçá-la carinhosamente. Faça isso todos os dias e você verá que essa moça vai transformar-se na sua melhor amiga dentro da empresa.
Depois de alguns meses desses exercícios, realmente, a moça transformou-se na sua melhor amiga; graças a ela, hoje, depois de quinze anos, ele ocupa um cargo muito importante dentro da empresa.
Nada resiste à força do amor!
Muitas vezes, o bem que precisamos surge a nossa frente com a aparência de um mal. Se meu filho fugisse à convivência difícil, não teria alcançado o bem que hoje desfruta na empresa. A partir dessa experiência bem sucedida, passei a prescrever essa receita para as pessoas que estavam vivenciando situações semelhantes. Certa vez, uma senhora procurou-me demonstrando muita amargura em seu coração. Ouvi o seu desabafo:
– Estou sofrendo muito. Moro no mesmo quintal da minha sogra e o ambiente vai de mal a pior. Ela me olha com mágoa e eu nunca fiz mal a ela. Quando ela passa no corredor e olha para dentro da minha casa, eu tremo de cima em baixo. Nãosei mais o que fazer…
– Calma minha filha, para tudo existe solução. Você tem condições de mudar para uma outra casa?
Ela respondeu-me taxativa:
– Infelizmente não.
– Bem. Se as circunstâncias a impedem de mudar, é sinal de que você ainda precisa conviver com ela por algum tempo. Acredito que essa convivência é importante para que possam, juntas, viverem uma lição necessária ao crescimento espiritual de ambas.
Não se desespere. Vou passar a você uma receita que dificilmente vai falhar:
Todas as noites, ao se deitar, faça uma prece e mentalize a sua sogra como se estivesse na sua frente…
Repeti a mesma receita que havia dado ao meu filho.
Passaram-se alguns meses, essa senhora procurou-me novamente. Emocionada, com lágrimas nos olhos, narrou-me os acontecimentos após os exercícios da mentalização:
– O senhor não imagina! Mudou tudo na minha casa! Não sei o que fazer com a minha sogra! Agora ela não sai do meu lado, quase todos os dias me ajuda a enxugar a louça e, quando faz uma comida diferente, chama-me para almoçar com ela. Antes eu não agüentava a sua presença, agora, sinto alegria por estar ao seu lado. Graças a Deus, estamos vivendo em paz!
Não fuja às provações!
Bem aventurados aqueles que edificam apesar das adversidades!

Lograrão a liberdade e a paz que desejam!

Trecho do livro: “Perdão! O Caminho da Felicidade”, de Nelson Moraes, orientado pelo espírito Aulus.
Para ler esse e outros textos do livro acesse:
http://bvespirita.com/Perd%C3%A3o%20-%20O%20Caminho%20da%20Felicidade%20(psicografia%20Nelson%20Moraes%20-%20esp%C3%ADrito%20Aulus).pdf



Mensagem da Senhora Pombagira Maria Padilha



Quer falar sobre Pombagira?

Comece falando do seu íntimo. Porque Pombagira entra no íntimo das pessoas e revela o que ali está escondido. Mas é para ajudar!
O que fica escondido? Só aquilo que não queremos ver dentro de nós e, por isso mesmo, escondemos dos outros também. São os recalques, as frustrações, as mágoas, até o ódio, muitas vezes. Empurramos todo esse lixo psíquico pra debaixo do tapete, deixando de fora tudo bem arrumado… Só que um belo dia, um ventinho de nada levanta a ponta do tapete e aquilo tudo fica de fora… Chegou a hora da faxina!
Tem gente que põe tanta coisa debaixo do tapete que não consegue mais andar com equilíbrio, fica tropeçando nos montinhos de sujeira. Pra quê isso? De onde vem essa mania de “perfeição”? E é perfeição, ou é hipocrisia?
Porque muitas vezes a criatura esconde bem suas mazelas e sai apontando o dedo para os outros, acusando e discriminando com uma força que dá medo!
Pra se viver é preciso coragem.
Coragem de se olhar e reconhecer quem foi, quem gostaria de ser e quem “está sendo”. Porque nem sempre isso vai bater, podem aparecer “muitos eus” diferentes. Tantos, que a pessoa não encontra mais paz e contentamento em nada e com ninguém. Pudera! Se ela está tão dividida assim, qual dessas partes é a real? Provavelmente, nenhuma…
Quem não se reconhece não está existindo de verdade. É só faz de conta.
Pra se reconhecer é preciso coragem.
Pra se aceitar é preciso coragem.
Pra mudar aquilo que não corresponde ao seu querer verdadeiro é preciso coragem.
E Pombagira traz essa coragem, essa força de viver. Pombagira não tem meias
palavras. Porque aquele que chega à frente de Pombagira, é porque já tentou de tudo e nada conseguiu. Então, Pombagira não pode mentir e falar meias verdades.
Pombagira não é a dona da verdade.
Ninguém é. Mas Pombagira fala a Vontade da Lei Maior, que comanda tudo e todos.
Pombagira é só a mensageira.
Pombagira traz a mensagem para aqueles que se perderam nas encruzilhadas de dentro de si mesmos e, por causa disso, também se perderam nas encruzilhadas da vida. Se você não está perdido em si mesmo, então vai achar o caminho, mesmo diante de todas as encruzilhadas.
Mas quem não sabe direito quem é, o que está fazendo por aqui da sua vida e o que quer para a sua vida, então aí o resultado é juntar lixo.
Lixo emocional, lixo mental, lixo psíquico.
E o que tem nesse lixo? Só lixo…
São as frustrações, as decepções, as tristezas acumuladas, os rancores contra si
mesmo e os outros. Não servem pra nada. A não ser que a pessoa examine a causa daquilo e combata A CAUSA e não a si mesma e nem aos outros. Os outros têm lá suas encruzilhadas internas e muitas vezes nos magoam por estarem perdidos também.
O único jeito de acabar com isso é revirar o próprio lixo. Algumas coisas podem ser recicladas. A tristeza vira choro, depois vira pé no chão, depois vira atitude nova, pra depois trazer vida nova. A frustração vira olho aberto, depois vira tomada de consciência, depois vira responsabilidade pelo engano cometido, depois vira senso de realidade, depois vira estudo, depois vira renovação das capacidades, pra então trazer sucessos. E assim vai.
Pombagira conhece a escuridão que mora nas almas porque já passou por ela.
Pombagira já errou muito e aprendeu com os erros. Pombagira aprendeu também a se perdoar por ter errado, buscou coragem para recomeçar e recomeçou.
E agora Pombagira vem convidar a todos que guardam escuridão em seus corações para uma conversa amiga e franca: vamos remexer esse lixo? Vamos reciclar o que pode ser reciclado? Vamos queimar o que não presta pra nada?
Se você tem coragem de começar, venha! Se ainda não tem, venha de qualquer modo, pois juntos nós vamos encontrar essa coragem. Estímulo não falta em Pombagira!
Então, venha! Vamos rir um pouco dessas bobagens, e vamos trabalhar pra
melhorar. No fundo, no fundo, tudo isso são bobagens. Rindo, a gente vai desfazendo todas elas. Depois, é só fazer por onde ser feliz…
Saravá! Axé e até…
Querendo, a gente se encontra…

Maria Padilha

Pela médium Fátima Gonçalves
Fonte: Jornal de Umbanda Sagrada – Novembro de 2011

Sobre a mediunidade

MEDIUNIDADE E VOCÊ

Intuição – Exerça a faculdade da percepção clara e imediata, mas, para ampliar-lhe a área
de ação, procure alimentar bons pensamentos de maneira constante.

Clarividência – Agradeça a possibilidade de ver no Plano Espiritual; no entanto, no esforço
do dia-a-dia, detenha-se no lado bom das situações e das pessoas, para que os seus
recursos não se comprometam no mal.

Clariaudiência – Regozije-se por escutar os desencarnados; todavia, aprenda a ouvir no
cotidiano para construir a felicidade do próximo, defendendo-se contra a queda nas
armadilhas da sombra.

Psicofonia – Empreste suas forças para que os Espíritos falem com os homens; contudo,
na experiência comum, selecione palavras e maneiras, afim de que o seu verbo não se
faça veículo para a influência das trevas.

Psicografia – Escreva com as entidades domiciliadas fora do mundo físico, mas habitue-se
a escrever em benefício da paz e da edificação dos semelhantes, impedindo que a sua
inteligência se faça canal de perturbação.

Materialização – Dê corpo às formações do plano extrafísico; entretanto, acima de tudo,
concretize as boas obras.

Curas – Aplique passes e outros processos curativos, em favor dos enfermos; no entanto,
conserve as suas mãos na execução dos deveres e tarefas que o Senhor lhe confiou.

Transportes – Colabore com os seus recursos psíquicos, trazendo através do transporte
os objetos sem toque humano, mas carregue a caridade consigo para que ela funcione,
onde você estiver.

Premonição – Rejubile-se com a responsabilidade de prever acontecimentos; todavia,
busque sentir, pensar e realizar o melhor ao seu alcance, na movimentação de cada dia,
para que a sua conversa não se transforme em trombeta de pessimismo e destruição.

Mediunidade em geral – Qualquer mediunidade serve a fim de cooperar no parque de
fenômenos para demonstrações da existência do Espírito, mas não se esqueça de que a
condução dos valores mediúnicos, para o bem ou para o mal, é assunto que está em você
e depende de você em qualquer circunstância e em qualquer lugar.

 André Luiz

Xavier, Francisco Cândido. Paz e Renovação. Espíritos Diversos.

Para ler os outros textos desse livro acesse http://bvespirita.com/Paz%20e%20Renova%C3%A7%C3%A3o%20(psicografia%20Chico%20Xavier%20-%20esp%C3%ADritos%20diversos).pdf