Bem Vindo

Bem vindo ao site do Centro Espírita Casa de Jurema.

O intuito desta página é mantê-los informados sobre nossos dias e horários de sessões (festivas ou regulares), assim como trazer informações a respeito da Umbanda, fotos das nossas sessões festivas, entre outros informativos.

Confira abaixo nossa agenda.

Paz e Luz.

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Ajudando que se é ajudado

E assim é a Umbanda! Uma troca constante de amor ao próximo. É através do olhar e dos gestos que encontramos as verdadeiras respostas.
Todos nós somos necessitados de ajuda. Por isso devemos olhar com compaixão para as pessoas a nossa volta. Uma demonstração de carinho, atenção e afeto faz o nosso dia melhor! Eu, particularmente me sinto acalentada num banquinho de preto velho. Me revigora só num abraço!

Para cada pessoa se tem uma ajuda; uma palavra, um afago, um conselho..

E aos sábados de quinze em quinze dias, recebemos famílias carentes na qual ajudamos também com cestas básicas uma vez por mês. Nossas doações são através da ajuda de vocês! Toda ajuda é sempre bem vinda e juntos conseguimos completar nossas cestas! Doe um quilo de alimento não perecível, uma roupa ou um brinquedo. Ou também o seu tempo, estando junto conosco aos sábados recebendo as famílias e as crianças da Escolinha do pai Geraldo.

Para mais informações entre em contato conosco aqui, no Facebook ou na Casa.
E lembrando… ajudando ao próximo, nós estamos nos ajudando!

Conselhos de Pretos Velhos

“Ôhhh zifio, por fora suncê parece um mar calminho, mas por dentro só Deus sabe a tempestade que está aí dentro né. Nego véio sabe que toda essa ansiedade te desgasta muito e também te faz sofrer muito, porque está te impedindo de simplesmente viver e suncê não só afasta do mundo, das pessoas que suncê gosta, mas também afasta de si mesmo. E quando nos afastamos de nós mesmos, vem o vazio… vem o sentimento de tristeza, de inferioridade. O vô quer te dizer que por mais difícil que seja, é preciso tentar… é preciso recomeçar… pois todos os dias vencemos batalhas, e para alguns essas batalhas podem parecer poucas, mas só quem passa sabe a dor de vivê-las, não é fio? E se nós podemos vencer esses obstáculos, é porque temos forças suficientes pra isso… E essa força se torna maior quando acreditamos em nós mesmos, e quando não desistimos de nós mesmos. Seja resiliente, fácil não é, mas Deus conhecendo nossos limites nos deu a força necessária pra vencer a maré. E em tudo que fizer fio, imagine um futuro com Deus, e quando a ansiedade vier, imagine que ele está segurando suas mãos pra não lhe deixar cair.”

Sabedoria de Umbanda

🧜🏻‍♀️ Salve o dia de hoje! Salve Iemanjá e a Cabocla Jurema🏹

Hoje é dia de Nossa Senhora
Nossa Mãe Iemanjá.

Salve, Estrela do Mar, senhora amorosa poderosa, mãe e advogada de todos os que navegam no mar agitado da vida!

À vossa valiosa proteção, confia-nos o vosso povo do mar, para nos guiar , proteger, consolar e dar alento diante das nossas dificuldades e dores na vida terrena. Refugiamo-nos cheios de confiança e fé em vossa aura e manto vibratório.

Seja nossa guia, seja nosso farol, seja sempre nossa brilhante estrela divina que nos orienta, a fim de que nunca pereçamos, nem nos falte rumo da rota segura que nos fará desviar dos escolhos do mar agitado da vida material.

Aceitai a nossa devoção como símbolo de nosso carinho, esperança e fé, para que possamos trilhar o caminho vital com a mente limpa e o corpo sem os fluídos negativos que possam dificultar nossas ações, sentimentos e pensamentos, que possibilitem nos desvirtuar da nossa evolução espiritual. .
Assim seja!”
Odoyá!

Vem aí a Festa da cabocla Jurema e Iemanjá

Está chegando o dia 15/08 e estamos aqui para lembrar e convidar vocês para celebrarmos esse lindo dia!

🕔Às 17h sessão para as crianças
🕖Às 19h sessão festiva para adultos

“Na sua aldeia ela é Jurema,
É a mais linda cabocla de pena.
Na sua aldeia, lá na Jurema,
Não se faz nada sem ordem suprema.
Quando tem festa lá na sua aldeia,
Até a Lua vem iluminar.
E os seus filhos com muito amor,
Mamãe Jurema eles vêm saudar”

❤ Feliz dia dos Pais ❤

Vivemos numa época de profundas transformações, quando os valores que regem a sociedade estão sendo questionados. Nunca se buscou tanto o prazer e a satisfação doentia das paixões e, ao mesmo tempo, nunca se sentiu tanta falta de orientação e amparo à família para que possam preparar o homem para a modernidade, sem levá-lo à bancarrota moral.

Sem dúvida, as mudanças fazem parte do processo de evolução. Somente com a luz viva da verdade espiritual, com o conhecimento da reencarnação, com o entendimento da destinação evolutiva do homem, com a compreensão da lei de ação e reação, o ser humano conseguirá captar a importância da busca pela riqueza espiritual, cumprindo o mister de renovar a sociedade, renovar os homens.
A renovação das criaturas se fará através da EDUCAÇÃO. A educação se inicia na infância, desde os primeiros momentos do espírito encarnado e a responsabilidade de educar estas almas que retornam compete aos PAIS. Se há grande importância em dirigir um carro, dirigir uma empresa, maior ainda é a importância de dirigir um espírito eterno em seus primeiros passos na presente encarnação. As situações meramente humanas passam, mas a moral, o caráter, os sentimentos são elementos divinos que caracterizam a alma, que na infância se encontra predisposta à chance de reajustar-se e aprender novas lições.
Em Allan Kardec temos magistral questão: Pode considerar-se como missão a paternidade? É, sem contestação possível, uma verdadeira missão. É ao mesmo tempo grandíssimo dever e que envolve, mais do que o que pensa o homem, a sua responsabilidade quanto ao futuro.
O compromisso de sermos pais ou mães foram assumidos na Pátria Espiritual e reafirmados por ocasião de nosso casamento, na formação da nova família. A responsabilidade dos pais é imensa na educação dos filhos. Não somente na preocupação de dar-lhes alimento, vestuário, lazer, escola, conforto, mas principalmente na dedicação em colocar-lhes no coração os sentimentos e virtudes que os orientarão e lhes iluminarão os caminhos.
Novamente Kardec elucida: Os espíritos dos pais têm por missão desenvolver os de seus filhos pela educação. Constitui-lhes isso uma tarefa. Tornar-se-ão culpados, se vierem a falir no seu desempenho. Deste modo, ninguém poderá subtrair dos genitores a responsabilidade da tarefa. Isto não significa, em hipótese alguma, que os pais devam transformar seus filhos em alguns anos de convivência. O que Jesus nos pede é que sejamos sempre esforçados e dedicados a tão importante encargo, não desanimando ante as dificuldades ou desprezando o lar pela busca obsessiva dos fatores transitórios.
O Espírito não se modificará profundamente de um momento para outro. Porém, todo bom exemplo, toda boa palavra, toda corrigenda sincera, todo diálogo, toda energia, todo carinho, toda disciplina e todo amor jamais se perderão, mesmo que tenham sido encaminhados a um coração endurecido pelo mal, ainda carregando muitas dificuldades.
Não haverá consciência atormentada quando formos pais leais, devotados e sinceros, mesmo com a tristeza de ver nossos filhos incursionando pelos caminhos do desequilíbrio e da ilusão. O que causará grande tormenta em nossa consciência será a preguiça no exercício de nosso papel paterno ou materno, o amor sem limites que cega, a profunda má vontade de grande parte dos pais que acham já saberem tudo, não enxergando suas falhas, e a falta de humildade em reconhecer-nos ainda insipientes quanto aos conhecimentos acerca da educação. Não somos responsáveis pelas imperfeições de nossos filhos, mas, sim, se adubamos essas tendências infelizes ou se não as combatemos quanto podíamos.
O mais importante não é darmos de virtudes paternais, e sim que nossos filhos, ao deixarem a vida física, estejam mais enriquecidos espiritualmente e moralmente do que quando chegaram a ela, mesmo que teimem em recalcitrar, resistindo teimosamente em abandonar as próprias sombras.
Santo Agostinho esclarece-nos: “Quando os pais hão feito tudo o que devem pelo adiantamento moral de seus filhos, se não alcançam êxito, não têm de que se inculpar a si mesmos e podem conservar tranquila a consciência.
Para os pais espíritas o grau de compromisso aumenta, tendo em vista o rico e inestimável material que trazem em mãos, competindo a estes pais aproveitarem a fecundidade destes recursos. Devemos desenvolver o caráter de nossos tutelados, ministrar-lhes as noções religiosas imprescindíveis, oferecer-lhes o melhor esforço de exemplificação, dar-lhes assistência material e moral constante, indicar-lhes um rumo certo a seguir, orientar-lhes constante e carinhosamente, apoiá-los, protegê-los, ajudá-los, ser-lhes amigos, amá-los, animá-los em seus ideais, incentivá-los em suas virtudes, auxiliá-los a enfrentarem as influências perniciosas, a invigilância, a ignorância.
O grande trabalho dos pais não é esconder o filho dos problemas, e sim prepará-los, dando-lhes as armas com as quais poderão triunfar sobre estes desafios. Podemos dizer que, antes de conhecer o Espiritismo, educar era difícil; agora, com o Espiritismo, continua e às vezes até aumenta a dificuldade. Só que estaremos tão mais bem preparados que, a par da dificuldade, produzimos e acertamos mais.
Aos pais e dirigentes espíritas envia-se o alerta: que em todos os agrupamentos espíritas nasçam atividades voltadas para a preparação e apoio aos pais.
Que nós, pais espíritas, sejamos os tradutores de Jesus junto a nossos filhos, iluminados pelo evangelho, educando-os com segurança e convicção.

Fonte: espiritualizandocomaumbanda.blogspot.com

Conselhos para vida

Siga seu caminho com naturalidade. Não force nada. Não tente fazer algo que vá contra ao ser interior.

Tudo possui o seu próprio ritmo. Não apresse, nem trave, apenas deixe fluir harmoniosamente. Isto vale para tudo na vida.

Quanto mais pressão você se coloca, mais doente fica sua mente e matéria. Respeite, e vá tranquilo.

Descubra aquilo que lhe é próprio, autêntico, natural, que não veio por outra pessoa. Encontre o que anima seu coração.

Não queira atender as expectativas alheias. Os outros sempre lhe julgarão. Não importa se você vai para direita, para esquerda, para cima ou para baixo, a crítica estará presente. Por esta razão, apenas siga o seu caminho, sabendo que faz o que é bom e correto para você.

Seja seu principal aliado. Enfrente a autossabotagem. Observe aquilo que habita seu ser e atrasa sua evolução. Não se apegue aos seus defeitos, não resista à mudança.

Nada é permanente neste mundo. Não queira prender o tempo. A vida explode em movimento, e se você não souber acompanhar o seu fluxo, ficará atordoado.

Você não precisa esperar alguma coisa acontecer para começar a ser feliz. As atribulações fazem parte da nossa jornada aqui na Terra. A alegria acontece em meio à nossa batalha de cada dia.

Dê um sentido, uma direção aos seus dias. Não viva no automático, não reduza sua vida a trabalhos e obrigações. Encontre um tempo para você. Equilibre o cuidado consigo e o quanto você se doa pelos outros.

Acima de tudo, não esqueça dos cuidados para o espírito. O corpo se vai, a hora chega para todos, mas a alma persiste. Não esqueça de Deus, e Deus não te esquecerá.

Saravá a todos!

Fonte: umbanda com simplicidade

Zélio de Moraes, seus estranhos “ataques” e o nascimento da Umbanda

Zélio de Moraes era um jovem como qualquer outro de sua época.

Nos idos de 1908 acompanhava com satisfação e interesse as notícias a respeito de outros rapazes que ingressariam na Escola Naval.
Era seu sonho trabalhar na Marinha, principalmente após concluir o curso preparatório e já contar 17 anos.

Zélio de Moraes, seus estranhos "ataques" e o nascimento da Umbanda
Zélio de Moraes com 17 anos

Contudo, alguma coisa parecia querer modificar seus planos.
Algo estranho ocorria em seu interior; vozes pareciam repercutir em sua mente.
Ele temia estar ficando louco.
Como compartilhar esse fato com seus pais?
Mesmo assim resolveu que iria ingressar na escola da Marinha.
Não poderia voltar atrás com seu sonho.

Zélio de Moraes era um jovem sonhador.

Mas algo marcava profundamente o psiquismo do rapaz.
Era “uma espécie de ataque”, como classificava a família.

— Vez ou outra, Zélio parece ficar desmiolado — dizia a mãe.

Ele falava coisas incompreensíveis e parecia ficar todo torto, encurvado mesmo.

— Será que o menino está sofrendo da espinha?

Não havia mais como disfarçar a situação, pois os ataques se repetiam com maior frequência.
O jeito era levar o rapaz para uma consulta com o Epaminondas.
Era um tio de Zélio, que trabalhava como coordenador do hospício de Vargem Grande.

Em uma conversa do Dr. Epaminondas com o pai de Zélio de Moraes, o médico relatou:

— Nunca vi coisa desse jeito.
O menino se modifica todo, e, para mim, ele não se enquadra em nada que a ciência consiga explicar.

— Mas se continuar assim ele vai acabar interrompendo seu curso na Escola Naval!
O que fazer com esse menino? 
Será coisa do demônio? — indagava o pai, aflito.

— Sei lá. De demônio eu não entendo nada.
Imagine que, durante os dias em que examinei Zélio, ele começou a falar com um sotaque diferente, parecendo um velho que mal sabia falar português.

— Deus me livre, Epaminondas!
Esse menino está é cabeça afetada mesmo — respondia a mãe.

Zélio de Moraes foi então encaminhado a um padre da família.
Exorcismos e benzeções foram feitos, mas nada do ‘demônio’ sair.
O padre desistiu logo, pois percebeu que suas rezas não valiam para aquele caso.
Durante uma das sessões com o padre, Zélio estremeceu todo, encurvou-se e deu uma risada gostosa:

— Ih, seu padre, nóis já se conhece de outros tempo, né, Zifio?
— Conhece de onde? Eu não tenho parte com o demônio não!
— Hi, hi! Não é o diabo não seu padre; é ieu mermo. Um véio bem maroto.

O padre benzeu a si próprio e deixou Zélio dentro da igreja, abandonando-o sem nada compreender.
Outras técnicas de exorcismos foram aplicados, mas o tal demônio de fala mansa não arredava pé.
Zélio de Moraes não melhorava de jeito nenhum.

A família, desesperada, já procurava qualquer tipo de ajuda.
Sem importar de onde vinha, se fosse para ajudar a resolver o caso de Zélio, qualquer auxílio seria bem-vindo.
Precisavam encontrar uma explicação e, principalmente, a cura para o estranho mal que acometera o rapaz.

Um dia, uma vizinha que era chegada à família sugeriu algo inusitado:

— Sabe de uma coisa, minha gente, pra mim esse negócio do Zélio não é coisa de demônio, nada. 
Isso cheira a Espiritismo! E espírito mesmo, e dos fortes.

— Espiritismo? E você por acaso conhece disso?

— Claro que sim! Ou você não sabe que eu sou entendida em muitas coisas da vida?
Sei ate que lá, em Niterói, tem um tal de seu José de Souza, que é presidente de um centro muito forte.
É um tal de Kardecismo.

Um dia, quando Zélio estava no meio de um de seus “ataques”, a família já completamente apavorada resolve procurar o centro espírita, como último recurso.
Era a Federação Kardecista de Niterói.
Ali chegaram com o rapaz no dia 15 de novembro de 1908, e quem os recebeu foi exatamente o presidente, o Sr. José de Souza.

Ali mesmo, na Federação, Zélio de Moraes agitou-se todo, e, como nas demais vezes, deu-se o chamado “ataque” que os familiares tanto temiam.
O presidente, através da vidência, logo percebeu que se tratava do fenômeno da incorporação.
E que um ou mais Espíritos se revezavam falando através do jovem rapaz.
Eram incorporações involuntárias, já que o médium não tinha controle consciente sobre o fenômeno.

— Quem é você que fala através deste médium? O que deseja?

— Eu? Eu sou apenas um caboclo brasileiro. 
Vim para inaugurar algo novo e falar às pessoas simples de coração.

— Você se identifica como um Caboclo, talvez um índio, mas eu vejo em você restos de vestes de um sacerdote católico.
Não estará disfarçando sua aparência? Vejo-lhe o corpo espiritual.

— Sei que pode me ver.
Mas asseguro-lhe que o que você percebe em mim são os sinais de uma outra existência, anterior a esta na qual adquiri a aparência indígena.
Fui um sacerdote jesuíta e, na ocasião, meu nome era Gabriel Malagrida.
Fui acusado de bruxaria pela Igreja, sacrificado na fogueira da Inquisição por haver previsto o terremoto que destruiu Lisboa em 1755.
Mas, em minha última existência física, Deus concedeu-me o privilégio de nascer como um Caboclo nas terras brasileiras.

— E podemos saber seu nome?

— Para que nomes? Vocês ainda têm necessidade disso?
Não basta a minha mensagem?

— Para nós seria de muita ajuda saber com quem falamos.
Quem sabe podemos ajudar mais sabendo também algo mais detalhado?

— Se é preciso que eu tenha um nome, digam que sou o Caboclo das Sete Encruzilhadas, pois para mim não existem caminhos fechados.
Venho trazer a Umbanda, uma religião que harmonizará as famílias, unirá os corações, falará aos simples e que há de perdurar até o final dos séculos.

— Mas que religião nova é esta e por que fazer o médium sofrer assim?

— A nova religião virá, e não tardará o tempo em que ela falará aos corações mais simples e numa linguagem despida de preconceito.
Entre o povo do morro, das favelas, das ruas e dos guetos, será entoada uma cantiga nova.
O povo receberá de seus ancestrais o ensinamento espiritual em forma de parábolas simples, diretamente da boca de Pais-Velhos e Caboclos.
Quanto ao que você chama de sofrimento do médium, é apenas uma fase de amadurecimento de sua mediunidade.
Vocês é que interpretam como sofrimento.
Para nós, é apenas uma forma de adaptarmos o aparelho mediúnico ao trabalho que espera por ele.
Depois, todo esse incômodo cessará. O que tiver de vir, virá.

— Mas se já existem tantas religiões no mundo e também temos o Espiritismo, você acha que mais uma religião contribuirá para alguma coisa positiva?
Por que essa forma fluídica de Caboclo ou, como você diz, de Pai-velho?
Isso é necessário?

— Deus, em sua infinita bondade, estabeleceu a morte como o grande nivelador universal.
Rico ou pobre, poderoso ou humilde se igualam na morte, mas vocês, que são preconceituosos, descontentes por estabelecer diferenças apenas entre os vivos.
Procuram levar essas diferenças até além da morte.
Por que não podem nos visitar os humildes trabalhadores do espaço se, apesar de não haverem sido pessoas importantes na Terra, também trazem importantes mensagens da Aruanda?
Por que não receber os Caboclos e Pretos-velhos?
Acaso não são eles também filhos do mesmo Deus?

— O que você quer dizer com a palavra Aruanda ?

— Aruanda é o mundo espiritual.
Os trabalhadores da Aruanda são todos aqueles que levantam a bandeira da liberdade.
Depois de mais algumas perguntas feitas pelo dirigente da reunião espírita, o Caboclo continuou:

— Este planeta mais uma vez será varrido pela dor, pela ambição do homem e pelo desrespeito às leis de Deus.
A fúria logo irá fazer suas vítimas.
As mulheres perderão ali a vergonha.
Uma onda de sangue varrerá a Europa e, quando todos acharem que o pior já foi atingido, uma outra onda de sangue, muito pior do que a primeira, envolverá a humanidade.
E um único engenheiro militar será capaz de destruir, em segundos, milhares de pessoas.
O homem será vítima de sua própria máquina de destruição.

— Vejo que você se faz um profeta…

— Assim como previ o terremoto de Lisboa em 1755, trago hoje em minhas palavras um pouco do futuro do mundo.
Mas agora já não podem matar o corpo, pois este está morto.
Vivo como espírito e como Caboclo trago uma nova esperança.
Amanhã, na casa onde meu médium mora, haverá uma mesa posta para toda e qualquer entidade que queira ou que precise se comunicar.
E isso independentemente daquilo que haja sido em vida, será bem-vinda.
Espíritos de sacerdotes, iniciados e sábios tomarão a forma de simples Pais-velhos ou Caboclos.
E levaremos o consolo ao povo necessitado.

— Parece mais uma igreja que você fundará na Terra…

— Se desejar, poderá chamar de igreja; para nós é apenas uma Tenda, uma Cabana.

Zélio de Moraes, seus estranhos "ataques" e o nascimento da Umbanda

— E que nome darão a essa igreja?

— Tenda Nossa Senhora da Piedade, pois, da mesma forma que Maria ampara nos braços o filho querido, também serão amparados os que se socorrerem da aumbandhã.

— Por que dar o nome de Tenda a essa igreja?
Por que inventar novos nomes?
Isso não irá complicar mais ainda para a população? — o Presidente José de Souza queria extrair mais alguma coisa da entidade.

— As igrejas dos homens e os templos construídos pelo orgulho humano são muito imponentes.
Chamaremos de Tenda o local de reunião; um lugar simples e humilde, como simples e humildes devemos trabalhar para ser.

Como era previsível, o presidente da Federação Kardecista de Niterói não concordou com aquilo que o caboclo brasileiro trazia através de Zélio de Moraes.
Contudo, foi obrigado a reconhecer que algo novo surgira naquele 15 de novembro de 1908.

No dia seguinte, a família Moraes se reuniria em sua sala e, juntamente com eles, um grupo de espíritas curiosos que chegaram para ver como seria a nova religião.

Aqueles que se sentiram atraídos pelas palavras do Caboclo perceberam a arrogância dos dirigentes.
E foram obrigados a decidir se ficariam no antigo centro espírita ou se fariam parte da Tenda, da nova religião.
Durante os trabalhos, vários médiuns incorporaram Caboclos, Crianças ou Pais-velhos.

E nascia assim o comprometimento de Zélio de Moraes com a aumbandhã ou, simplesmente, Umbanda.

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Fonte: umbandaeucurto.com.br

Feijoada 2017

Data: Dia 23/07/2017 (13h às 17h)
Local: Associação Beneficente São Francisco de Assis
Rua Raul Barroso n. 24
Convites:  R$18 (Vendas somente no CECJ)
Menores de 10 anos não pagam

O evento será realizado para arrecadar fundos para as obras da Casa. Pedimos a todos que participem comprando ingressos.
Além da famosa feijoada, teremos música, dança, bazar, demosntração de maquiagem, artesanato, bijuteria, arte em azulejos e muita animação.
Quem quiser também pode doar os itens para a feijoada.
Para comprar os convites ou fazer doações procurem a Secretaria da Casa de Jurema.
Vamos nos divertir e ajudar a nossa Casa!

Feijão

Suspensão da sessão de 10/04/2017

Bom dia, irmãos. Em virtude dos acontecimentos recentes no entorno do Engenho Novo e Lins, julgamos por bem suspender a sessão do dia 10/04/2017.

Iremos nos reunir em mente e prece pontualmente às 20:00, na vibração de nossas Santas Almas Benditas, pedindo proteção para todos nós e mais Paz de espírito para nosso povo.

Que os nossos Pretos e Pretas Velhas recebam nossa súplica e que a Paz prevaleça sobre o mal da intolerância e violência.